Relatório III Aquarela 18/09/2014 (IV Pilares) fase 2

Aula III

Técnica:

Aquarela

Material:

Canson A4, Pincéis chatos macios no. 18, tintas (3 cores primárias), base impermeável, potes para água, bandeja para mergulhar papel, esponjas, potes para diluição da tinta, panos.

Participantes:

Gabriela, 14, Henrique, 13, Paulo, 14, Mateus, 15

Recursos Humanos:

Deriana Miranda – professora

Tema:

Mitologia Nórdica – O Anel do Nibelungo

Caminho:

A professora contou o episódio do Anel do Nibelungo: Alberich, o Senhor dos Nibelungos (Loki e Wotan atrás do Ouro) e o Resgate de Idun

Passo I

Pintamos Alberich transformado em serpente (roxo / verde)

Passo II

Pintamos o brilho de Idun atrás do ouro (lilás / amarelo ouro)

Percepção

O grupo se mostrou ávido por pintar. Mesmo diante do pouco tempo restante (devido à festa de aniversário) pintamos duas aquarelas. E mesmo Paulo, que não teria o hábito da atividade e do grupo.

Houve uma percepção da combinação das cores secundárias frias e escuras: o roxo e o verde escuro com predominância azul nos dois – o grupo respondeu com surpreendente foco e silêncio.

A segunda pintura – amarelo com lilás foi mais rápida, mas não menos exigente e nela todos permaneceram bem calados, também.

Gabriela se ressentiu de que Henrique tivesse feito laços somente com os meninos e a deixasse de lado – evidente necessidade de dedicação de afeto/amor, próprio da idade. Conversamos e ela relaxou. Foi uma experiência nova para ela uma aula inteira em silêncio na qual ela ficasse totalmente absorvida nas cores. Muito proveitoso, aliás.

Paulo estava falador, por vezes ácido e revelou aos colegas sua situação de abandono com mais de um comentário. No entanto ele mostra que se sente parte integrante do grupo. A observação do trabalho com ele me fez ver que pode aproveitar bastante o conteúdo de modelagem para ele já que ele demonstra muita força interior e ao mesmo tempo grande mágoa por não ter apoio nenhum de ninguém. Poderíamos encaixá-lo como experiência em uma aula.

Henrique está bastante solto e por vezes mesmo brincalhão. Não está tão sarcástico como costumava ser anteriormente, talvez fosse a reação às conversas com Gabriela, mas não apareceram.

Mateus se mostrou de alguma maneira confortado por ter entrado Paulo no grupo. Os comentários de Paulo abriram um espaço de identidade para todos – surge um mote silencioso dentro do grupo: ‘Somos TODOS abandonados. Estamos TODOS um pouco sozinhos’.

Próxima aula: Fafner mata Fasolt diante dos deuses.