Palestra no Instituto Robert Bosch

6 novembro 2012, Comentários 0

Sábado passado demos a palestra “A Vivência da Arte Integrada às Atividades dos Educadores Sociais” a convite do Instituto Robert Bosch:

Na verdade era um contato feito já há algum tempo por uma mãe de aluno da professora Simone. Tratava-se de uma homenagem ao dia dos professores, mas mais no sentido daquele que educa, e portanto eles convidaram também profissionais que lidam com a saúde.

Nosso tema deveria entusiasmar e abrir horizontes, portanto preparamos uma palestra que incluía visões amplas da Pedagogia Waldorf, observação do ser humano como proposto por Rudolf Steiner, visões sobre a biografia humana aberta em setênios e uma vivência de desenhos de forma – a leminiscata, que relacionaram-se com as noções de trimembração de que nós tratamos também.

A Pedagogia Waldorf é toda permeada e baseada na arte. A Arte de exercer a própria liberdade para construir a aula, a arte de produzir algo original a partir de si mesmo, a arte da relação, do encontro de sentidos. Mas quando se prepara uma palestra não se tem claro para quem se vai falar. Naquele dia tomamos um ônibus na Bosch que nos levaria ao Recanto Lins de Vasconcelos, da Federação Espírita. Um lugar maravilhoso. Já no ônibus pudemos sentir o cuidado de Elisabete Friebe, uma das pessoas responsáveis por aquele evento dentro do Instituto Bosch.

Chegamos ao recanto e conhecemos a sala onde trabalharíamos. Uma sala ampla onde tudo o que pedimos estava cuidadosamente organizado.

O único pedido do Instituto Bosch era de que partíssemos do filme “Como estrelas na terra”, que eu, aliás, não tinha assistido ainda. Assisti e vi que o filme é de fato, uma ilustração da condição de todos os homens no mundo. Somos todos excluídos. Por todas as nações, em todos os continentes. Lutamos para nos encaixar em formas que não nos servem mais, por isso a história do encontro do menino Ishan com o professor Nikhumb é tão icônica e foi tão fácil partir dela para a palestra.

E foi como esperávamos: os participantes identificaram-se com o filme e nós partimos de pessoas sensibilizadas com a condição humana para pensar e debater sobre como lidamos com o ‘impulso social’, como o chama Steiner, que é hoje uma tarefa de todos.

A palestra rendeu muito: conhecemos pessoas interessadas em colaborar com o bem no mundo, em cuidar para que ninguém se perca do seu próprio propósito na vida, interessadas em conhecer a Pedagogia Waldorf como forma de encaminhar esta força.

Somos muito gratos por esta oportunidade e desejamos que esta palestra tenha sido como uma semeadura. Que o entusiasmo que surgiu lá brote com impulso novo, floresça e frutifique.

Deriana Miranda

Professora há 27 anos, 13 como professora Waldorf, Deriana Miranda é licenciada em Educação Artística Artes Plásticas - FAP, Licenciada e Bacharel em Letras Português/Inglês – UFPR e Especialista em Meio Ambiente, Educação e Desenvolvimento – UFPR. Cursou o Seminário de Pedagogia Waldorf - FEWB, frequentou o Curso Livre de Ciências Naturais e Humanas: Pesquisa e desenvolvimento da Epistemologia e Prática da Pedagogia Waldorf – FEWB, e é co-fundadora do Liceu Rudolf Steiner – empreendimento social fundamentado na Pedagogia Waldorf e do Jardim Limão Rosa, uma iniciativa Waldorf, no qual é atualmente professora.