O movimento da vida

14 fevereiro 2013, Comentários 1

balanço
Que delícia se pudéssemos sentir que o movimento da vida é cíclico mesmo um vai e vem como numa balança embaixo da árvore. Em alguns momentos estamos lá no alto e nós mesmos fizemos o impulso, outras morremos de medo porque não vimos o que ia acontecer.

O olhar o mundo lá de cima e lá de baixo também é muito jóia, só existe isso mesmo, o movimento feito por nós e o trazido por nós mesmo sem muita consciência, fruir de todas as alturas, de todas as paisagens, até da chuvinha que pode cair, as folhas das árvores fazendo um barulhinho gostoso, nada mais é necessário para viver.

Quando somos mães em nosso balanço cabe mais gente, que quando nascem estão perto e sentem o mesmo movimento que fazemos, como mães esse movimento passa a ter mais cuidado, mais atenção, à medida que essas crianças vão crescendo passam a ter seus próprios bancos para sentir seus próprios balanços.

Aprendem sim a balançar como suas mães, mas podem encontrar um jeito mais violento e outros mais suaves de se balançar, tem os que gostam de ficar de pé, de balançar de ponta cabeça, se entregam e talvez acreditem que o balanço tem cinto de segurança, ou sentem mesmo que não tem e querem ir até onde encontrarem um limite.

Assim diversos balanços vão formando o movimento da vida, alguns balanços se juntam aos outros uma vez como casamentos, outras vezes como rompimentos, mas o movimento não acaba.

A gente tem que escolher o quanto a gente quer se divertir com o movimento da vida, se entregar a esse ciclo, ser conscientes de que um momento acaba, que algumas vezes é mais rápido, outras vezes mais devagar, alguns momentos estamos baixinhos perto da terra, outras vezes conseguimos sem medo estar quase voando.

Regiana Miranda

Professora de artes e trabalhos manuais e co-fundadora do Liceu Rudolf Steiner de educação para a autonomia de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Regiana acredita no amor como fonte transformadora da vida e inspira pessoas a se tornarem mais conscientes do seu próprio amor para viverem mais felizes e de forma mais autêntica.

  • Ana Maria Miranda

    Também gosto de observar os ciclos.Grandes e pequenos. Isso dá certeza de recomeço. A vida pode se manisfestar em todas as formas .. Observar os ciclos da própria vida, sabendo que fazemos parte de um ciclo amplo, planejado e completo traz calma e tranquilidade.