Certo ou Errado

17 fevereiro 2013, Comentários 1


horizonte fractal

A vida coloca a disposição de todos a dor e a alegria, o amor e o ódio, a covardia e a coragem, o egoismo e altruísmo  a ignorância e a sabedoria e – maravilha! – dois instrumentos de pesquisa: discernimento e livre-arbítrio.

Com o discernimento descobre-se o que é certo e o que é errado. Com o livre-arbítrio opta-se por um ou por outro. Em princípio parece simples. Opta-se pelo certo e acabou-se. Porém – e é aí neste porém que as coisas se complicam – nós guardamos em nossa mente uma gama de ilusões traidoras, enganosas. Ilusões que distorcem, velam a verdade, o real. E, enquanto o real, a verdade, não forem revelados, isto é, enquanto o ‘olhar’ e o ‘ver’ não se harmonizarem, a Roda de Samsara continua viva e forte e várias encarnações se sucedem. Sim, porque, se olharmos sem a atenção devida, não vemos o que nos impede de percebermos o que é e o que não é. Por isso é necessário olhar. Mas olhar com atenção, com muita atenção, e realmente ver. Com esta graduação bastante acentuada de olhar até ver bem é que chegamos à percepção.

Acompanhando esse raciocínio dá para imaginar o número de vidas terrestres que precisamos para desenvolver a percepção. Saber quem somos, para que serve a vida, qual o plano de quem criou tudo isso. É um processo de evolução ou um simples recreio do Absoluto; do criador incriado?

Enfim, arme-se do seu livre-arbítrio e do seu discernimento e ouse ir atrás das respostas para estas perguntas.

 

Felix Miranda

Felix Miranda é teósofo e colaborador do Liceu Rudolf Steiner.

  • Ana Maria Miranda

    Usar o livre arbítrio é um degrau para a responsabilidade, o amadurecimento das funções espirituais.